O ciclone tropical intenso Gezani atingiu a costa de Inhambane na noite de sexta-feira, com ventos médios de 200 km/h e rajadas que chegaram aos 250 km/h, deixando já prejuízos significativos em várias localidades…
Cénia Maela, administradora do distrito de Jangamo — um dos mais afetados — explicou à Lusa que ainda é prematuro falar em dados concretos, mas que algumas infraestruturas escolares, centros de saúde e outras localidades sofreram perdas de cobertura. “Estamos a descer ao terreno para aferir, ver a situação da população, como é que estão, os que perderam os seus tetos como é que estão acomodados e todos os outros procedimentos ligados à mitigação depois deste ciclone”, acrescentou. A responsável prometeu disponibilizar informações mais detalhadas assim que a avaliação avançar.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique, foram previstas chuvas acima de 150 milímetros em 24 horas nos distritos de Jangamo, Govuro, Inhassoro, Vilanculo, Massinga, Morumbene, Homoíne, Panda, Inharrime, Zavala, assim como nas cidades de Maxixe e Inhambane. Outras regiões, incluindo Mabote, Funhalouro, Machanga (Sofala) e distritos de Gaza, registariam entre 50 e 150 milímetros de precipitação, muitas delas já afetadas pelas cheias de janeiro.
O Presidente de Mozambique, Daniel Chapo, apelou às populações para que se retirassem das zonas de risco, sublinhando que, apesar de não ser possível travar o ciclone, é essencial minimizar danos e preparar um plano de recuperação pós-desastre.
A passagem do ciclone Gezani já provocou pelo menos 40 mortos em Madagascar, sobretudo na segunda maior cidade, Toamasina. Moçambique, que ainda recupera das cheias de janeiro — que provocaram 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas — contabiliza desde outubro, início da época chuvosa, pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852.285 pessoas afetadas, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
As autoridades continuam no terreno, avaliando danos e coordenando medidas de emergência para proteger a população e restaurar as infraestruturas afetadas.






