A Polícia Judiciária realizou uma operação nos últimos dias que visa dois militares da GNR por suspeitas de corrupção. As buscas domiciliárias ocorreram nas residências dos guardas em Benavente e Salvaterra de Magos. Ambos os militares já foram constituídos arguidos no âmbito desta investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
A investigação aponta para um esquema de favorecimento a empresas da região em troca de vantagens financeiras e informações privilegiadas. Suspeita-se que os militares permitiam a circulação de veículos em situação ilegal nas estradas. O caso já era comentado há vários meses dentro da própria instituição e motivou denúncias ao Ministério Público.
Apreensão de material e suspeitas de abusos graves
Durante as diligências, os inspetores da PJ apreenderam diverso material probatório nas casas dos guardas e em sedes de empresas. Foram recolhidos computadores e telemóveis que podem conter provas fundamentais sobre o esquema de corrupção. A operação estendeu-se a outros visados que estariam ligados ao alegado favorecimento.
Um dos pontos mais sensíveis da investigação envolve suspeitas de abusos por parte de um dos militares. Este guarda é suspeito de perdoar multas a condutoras em troca de favores sexuais. Esta vertente do caso agravou a indignação no seio da GNR e entre a população local.
PJ confirma investigação enquanto GNR se mantém em silêncio
A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária confirmou estar a liderar o processo, mas escusou-se a dar detalhes adicionais. Por outro lado, a GNR ainda não respondeu oficialmente às questões levantadas sobre o envolvimento dos seus elementos. Os dois guardas envolvidos residem no concelho de Salvaterra de Magos.
O caso continua sob segredo de justiça enquanto se analisam os dados recolhidos nos dispositivos eletrónicos. Espera-se que a análise dos telemóveis e computadores revele a verdadeira dimensão da rede de influência entre os militares e as empresas locais. As autoridades procuram agora identificar todos os cúmplices civis envolvidos no esquema.






