Ex-concorrente de reality shows da TVI foi a única influenciadora a falar na investigação do canal NOW, mas continua a divulgar plataformas proibidas em Portugal...
A polémica em torno da promoção de casinos ilegais por influenciadores portugueses continua a gerar controvérsia. Nos dias 28 de fevereiro e 1 de março, o canal NOW exibiu uma reportagem de investigação que expôs a forma como vários criadores de conteúdo e antigos concorrentes de reality shows da TVI divulgam plataformas de jogo online que operam ilegalmente em Portugal.
Entre os nomes mencionados na reportagem esteve Catarina Miranda, que foi a única influenciadora a aceitar falar com a jornalista Cláudia Rosenbusch sobre o tema. Questionada sobre a legalidade da plataforma que promove, a antiga participante televisiva garantiu que a informação que recebeu indicava que a empresa estaria devidamente legalizada.
“Nos papéis que me deram é que estão. E é o máximo que eu lhe posso dizer, porque também é o que eu sei”, afirmou Catarina Miranda durante a reportagem. A influenciadora acrescentou ainda que o feedback que recebe dos utilizadores é positivo, alegando que muitas pessoas conseguem obter ganhos através da plataforma. “Há pessoas que tiram ganhos da plataforma. Eu e milhares de influencers fazemos isto em Portugal”, sublinhou.
No entanto, poucos dias depois da emissão da reportagem, e já com o conhecimento de que as plataformas em causa não estão autorizadas a operar em território nacional, Catarina Miranda voltou a promover o mesmo casino nas redes sociais. Num vídeo publicado nos stories, respondeu a um seguidor que pedia novamente o link para jogar.
A influenciadora, que mantém uma relação com Afonso Leitão — também associado à promoção de casinos online — afirmou que continuará a partilhar o acesso enquanto considerar que os ganhos são reais. “Digam o que disserem, enquanto os ganhos forem reais nós não podemos fazer nada. Eu jogo com o meu próprio dinheiro e, enquanto assim for, vou partilhar sempre o link com vocês”, declarou.
A situação reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos influenciadores digitais na promoção de plataformas de jogo online e sobre a falta de regulamentação e fiscalização eficaz nas redes sociais, sobretudo quando estas atividades envolvem milhares de seguidores e potenciais riscos financeiros para o público.
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