Ex-concorrente do ‘Big brother’ partilha testemunho marcante e posiciona-se contra campanha anti-aborto promovida pelo dono da Prozis
Catarina Miranda, conhecida pela sua participação marcante no “Big Brother”, abriu o coração e partilhou com o público uma experiência pessoal delicada: a interrupção voluntária da gravidez aos 22 anos. A revelação surgiu na sequência da polémica gerada por uma campanha anti-aborto financiada por Miguel Milhão, proprietário da marca Prozis. Em resposta direta à iniciativa, a ex-concorrente decidiu dar a cara e contar a sua história, apelando à empatia e à liberdade de escolha.
No vídeo publicado nas redes sociais, Catarina começa por dizer: “Fiz um aborto quando tinha 22 anos.” Com clareza e honestidade, explicou que procurou ajuda médica assim que soube da gravidez. “A primeira coisa que fiz foi dirigir-me ao hospital, disse que estava com grandes perdas de sangue, porque queria perceber de quantas semanas estava”, contou. Após o atendimento nas urgências, foi-lhe marcada uma consulta de avaliação da gestação, momento em que expressou a decisão de interromper a gravidez.
O relato detalhado de Catarina Miranda incluiu ainda o procedimento clínico pelo qual passou. Optou por anestesia geral e foi submetida a um método de aspiração. “Durou cerca de 15 minutos. Não tive perdas de sangue, não levei pontos, nada. Foi quase como se tivesse sido um sonho”, recordou, descrevendo o processo como tranquilo do ponto de vista físico, mas sem ignorar a carga emocional envolvida.
Mais do que partilhar uma experiência pessoal, Catarina assumiu uma posição clara na defesa dos direitos reprodutivos das mulheres. “Acho que deve ser, sim, legal. Deve ser, sim, comparticipado pelo Estado”, afirmou. A ex-concorrente argumenta que esta é uma realidade que só não afeta os homens porque “os homens não engravidam”. E reforça: “Se os homens engravidassem, a taxa de aborto seria 200% maior.”
Ao expor a sua história, a ex-concorrente do “Big Brother” deu voz a muitas mulheres que, por medo de julgamento, continuam em silêncio, contribuindo assim para um debate necessário e urgente sobre direitos, saúde e liberdade de escolha.






