Tribunal de Família e Menores decide que audiências decorrerão à porta fechada após pedido da defesa…
O caso que chocou o país continua a desenvolver-se. O julgamento do jovem de 14 anos acusado de matar a tiro a mãe, Susana Gravato, vereadora da Câmara Municipal de Vagos, tem início marcado para o próximo dia 25 de março no Tribunal de Família e Menores. O crime, que gerou enorme comoção pública, volta agora ao centro das atenções com o arranque do processo judicial.
Segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã, o julgamento será conduzido no Tribunal de Família e Menores, tendo em conta a idade do arguido. O jovem terá disparado contra a própria mãe, num caso que rapidamente ganhou dimensão nacional devido à gravidade dos factos e à posição pública da vítima, que desempenhava funções autárquicas no concelho de Vagos.
Há, contudo, um detalhe importante relativamente ao decorrer do processo. De acordo com a mesma publicação, as audiências serão realizadas à porta fechada, o que significa que não haverá presença de público nem de comunicação social durante as sessões em tribunal. Esta decisão visa proteger o menor envolvido no caso.
A medida terá sido tomada após um pedido apresentado pela mandatária do jovem arguido. A defesa considerou essencial garantir a privacidade do processo, tendo em conta a idade do acusado e a sensibilidade do caso, que envolve um crime de grande impacto emocional e mediático.
O julgamento deverá esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Susana Gravato e determinar as medidas aplicáveis ao menor. Até lá, o caso continua a gerar debate público e a marcar profundamente a comunidade de Vagos, que ainda tenta lidar com a tragédia que abalou a região.




