O ator Carloto Cotta, de 39 anos, foi esta segunda-feira absolvido de todas as acusações que enfrentava no Tribunal de Sintra, incluindo os crimes de sequestro e violação…
O julgamento, que decorreu em ambiente mediático devido à notoriedade do artista, concluiu-se com o juiz a considerar que as provas e depoimentos apresentados pela alegada vítima não eram credíveis.
Na leitura da sentença, marcada para as 9h30, o juiz recordou os factos considerados provados: o encontro entre Carloto Cotta e a assistente teve início no Cascais Shopping, tendo ambos trocado mensagens frequentes antes de se encontrarem, no dia 3 de maio, na casa do ator, em Colares. A assistente deslocou-se até lá, tal como combinado, e ambos consumiram bebidas e envolveram-se sexualmente.
O juiz frisou que a assistente “sempre pautou a vida com honestidade com familiares e amigos”, mas que apresentou “múltiplas versões” do que teria acontecido nessa noite — versões que se mostraram contraditórias entre os relatos prestados à GNR, à PJ e em tribunal.
Por outro lado, o juiz recordou que Carloto Cotta, “cara conhecida da televisão e cinema”, sem antecedentes criminais e detentor de dois Globos de Ouro, manteve uma postura coerente. As mensagens trocadas entre ambos sugeriam, segundo o tribunal, um encontro consensual com conotação sexual.
Durante o processo, a alegada vítima referiu que o ator fechou a porta à chave após a sua entrada. O juiz, no entanto, classificou tal circunstância como hábito frequente do ator devido à presença de cães em casa, sem qualquer intenção de privação de liberdade.
Um dos momentos mais tensos deste julgamento ocorreu na terceira sessão, quando a assistente depôs enquanto o arguido não compareceu por motivos de saúde. A advogada da assistente, Cristina Borges de Pinho, lamentou essa ausência e descreveu-a como uma “coincidência infeliz”, reiterando que a sua cliente desejava “falar na presença do agressor”. Após o seu depoimento, marcado pela emotividade, a mulher desabou em lágrimas.
Com esta absolvição, Carloto Cotta vê-se livre das acusações que pairavam sobre si desde o início do processo. Ainda assim, este caso suscita um debate mais amplo sobre visibilidade mediática, consentimento e fiabilidade de testemunhos em contextos judiciais sensíveis.






