Rick Tirelli recordou o depoimento de Renato Seabra no dia seguinte ao crime e recuperou detalhes sobre Carlos Castro
O homicídio de Carlos Castro voltou a ser abordado no programa “Portugal Criminal”, da SIC, que recuperou uma entrevista a Rick Tirelli, antigo inspetor de homicídios de Nova Iorque, sobre o interrogatório de Renato Seabra no Hospital Bellevue, realizado no dia seguinte ao crime.
Segundo Tirelli, Renato contou como tudo começou. O modelo tinha dúvidas sobre a própria orientação sexual e queria regressar a casa. Carlos Castro terá dito que já lhe tinha comprado uma passagem de volta, mas Renato não acreditou que o cronista estivesse a dizer a verdade.
A discussão que antecedeu o crime
A discussão entre os dois acabou por se transformar numa agressão. Renato aproximou-se de Carlos por trás, agarrou-o e começou a estrangulá-lo, de acordo com o que foi contado por Tirelli.
Quando caiu no chão, Carlos Castro terá dito:
“Partiste-me o braço, partiste-me o braço.”
Tirelli contou que Renato continuou a agredi-lo com um saca-rolhas e recorreu posteriormente a outros objetos. Segundo o ex-inspetor, toda a sequência de espancamento e tortura terá durado cerca de uma hora a uma hora e meia.
O estado psicológico de Renato
O antigo inspetor recordou ainda aquilo que Renato terá explicado sobre o estado em que se encontrava naquele momento.
O modelo sentia que já não queria ser homossexual e acreditava ter “demónios” dentro de si, segundo Tirelli. Renato terá afirmado que via aquele ato como a única forma de se libertar desses pensamentos.
Após a agressão, tentou suicidar-se, cortando os próprios pulsos, mas os ferimentos não foram suficientemente profundos. De seguida, tomou banho, vestiu-se, colocou um fato preto e uma gravata roxa, pegou no casaco cinzento e saiu do hotel.
O homicídio aconteceu a 7 de janeiro de 2011, no quarto 3416, situado no 34.º andar do Hotel InterContinental, em Manhattan.
A condenação de Renato Seabra
Renato Seabra foi condenado a 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua, e permanece nos Estados Unidos.
Carlos Castro tinha 65 anos quando foi assassinado.






