Amigos do cronista recordaram declarações feitas pelo próprio Carlos Castro antes da tragédia em Nova Iorque
A morte de Carlos Castro voltou a ser recordada no programa “Portugal Criminal”, da SIC, numa emissão dedicada ao crime que chocou Portugal e que terminou com a condenação de Renato Seabra. Durante o programa, amigos do cronista revelaram declarações feitas pelo próprio antes da tragédia, algumas delas particularmente perturbadoras à luz do que viria a acontecer.___Pode saber mais sobre o caso aqui.
Fernanda Dias recordou a ligação especial de Carlos Castro a Nova Iorque, cidade onde acabou por morrer. Segundo a amiga, o cronista dizia que gostava de morrer naquela cidade e falava frequentemente sobre a forma como poderia perder a vida. Abel Dias partilhou a mesma perceção e explicou que Carlos tinha consciência dos riscos associados às pessoas e aos ambientes com que se cruzava.
A previsão mais inquietante terá sido feita pelo próprio Carlos Castro cerca de dez anos antes da sua morte. Numa entrevista, o cronista afirmou que “sabia que iria morrer assassinado”. Já em 2010, voltou a abordar o assunto e terá dito: “Morro em Nova Iorque”. Declarações que, depois do homicídio ocorrido a 7 de janeiro de 2011, ganharam um significado particularmente sombrio.
Cláudio Montez revelou ainda um episódio relacionado com os últimos meses de vida de Carlos Castro. Segundo o amigo, o cronista falava cada vez mais sobre a morte e chegou a encarar os seus 65 anos como se aquele pudesse ser o último aniversário. “Foi no sentido de ser o último aniversário dele”, contou. Carlos Castro acabaria por ser assassinado poucos meses depois, num quarto de hotel em Nova Iorque, num crime pelo qual Renato Seabra foi condenado.__Pode saber mais sobre o caso aqui.






