Comentador diz que humor do recruta ultrapassa limites e divide opiniões em estúdio
A prestação de Filipe na 1.ª Companhia esteve no centro de uma acesa troca de argumentos no mais recente Extra do reality show. O momento gerou debate entre os comentadores, depois de o recruta ter protagonizado uma imitação do Instrutor Andrade que foi vista por muitos como divertida, mas que para outros ultrapassou a linha do respeito. Cândido Pereira foi a voz mais crítica, acusando o concorrente de adotar uma postura insolente perante a hierarquia do programa.
Tudo começou com elogios de Gonçalo Quinaz, que destacou a versatilidade de Filipe dentro da caserna. O comentador sublinhou que o concorrente não é apenas o “engraçadinho” do grupo, mas também um recruta dedicado, empenhado e capaz de cumprir as exigências físicas e disciplinares. Para Quinaz, Filipe tem a rara capacidade de “juntar o útil ao agradável”, garantindo rendimento nas provas sem abdicar do lado mais leve e televisivo do formato.
A opinião, no entanto, não foi consensual. Cândido Pereira interrompeu a análise para apontar aquilo que considera ser uma dualidade de critérios na avaliação dos participantes. Segundo o comentador, as “graçolas” de Filipe são toleradas apenas por causa da sua popularidade junto do público. “Se fosse outro recruta, era visto como falta de respeito”, defendeu, referindo-se concretamente ao momento em que Filipe imitou o instrutor diante das câmaras. Para Cândido, esse tipo de atitude desvirtua o espírito do programa, que assenta na disciplina e no respeito pela hierarquia militar.
A discussão levou mesmo Iva Domingues a intervir, tentando equilibrar as posições e lembrar que se trata de um formato televisivo, onde o entretenimento também tem lugar. Ainda assim, Cândido manteve-se firme: “Isto não é o Circo das Celebridades”, atirou, frisando que o excesso de permissividade pode prejudicar a essência da 1.ª Companhia.






