Camilo Lourenço não poupou críticas à atuação de Marcelo Rebelo de Sousa na sequência das cheias que atingiram várias zonas do País…
O comentador da CMTV considerou que o Presidente da República teve uma intervenção desajustada face à gravidade da situação vivida pelas populações afetadas.
Durante a sua análise, Camilo Lourenço apontou o timing da presença presidencial como um dos principais problemas. Segundo o comentador, Marcelo Rebelo de Sousa esteve “fora do teatro de operações durante dois dias”, período que considerou crucial numa fase de resposta imediata à emergência. Para o economista, essa ausência inicial fragilizou o papel institucional do Chefe de Estado num momento de crise.
Ainda mais crítico, Camilo Lourenço censurou o que classificou como uma atitude excessivamente mediática quando, mais tarde, o Presidente decidiu visitar as zonas afetadas. “Depois resolve fazer uma peregrinação pelos concelhos”, afirmou, sugerindo que as deslocações tiveram mais peso simbólico do que impacto prático na resolução dos problemas enfrentados pelas populações.
O comentador foi direto na avaliação do estilo presidencial, deixando uma expressão dura: “Não tem ‘tino’ às vezes”, numa referência clara ao que entende serem decisões impulsivas ou pouco ponderadas por parte de Marcelo Rebelo de Sousa em contextos de crise.
As declarações surgem num momento em que a atuação das entidades públicas tem sido alvo de escrutínio, numa altura em que várias regiões do País ainda lidam com os prejuízos causados pelo mau tempo. Apesar de Marcelo Rebelo de Sousa ser conhecido pela proximidade às populações, Camilo Lourenço defende que, nestas circunstâncias, o papel do Presidente deveria ter sido exercido de forma mais estratégica e menos itinerante.






