Ex-concorrente de reality shows fala sobre o apoio público a jogadores e explica porque não concorda com grupos que pedem dinheiro aos fãs
Bruno Savate decidiu quebrar o silêncio sobre o desentendimento que teve com Cristina Ferreira. Em causa esteve a forma como antigos concorrentes de reality shows podem influenciar o público ao revelarem os seus favoritos durante as edições. O ex-concorrente explicou que, quando manifesta apoio a determinado jogador, apenas está a responder aos pedidos dos seus seguidores e não considera que esteja a prejudicar o programa. “Não faço mal nenhum com isso”, defendeu, sublinhando que, na sua perspetiva, esse tipo de divulgação acaba por beneficiar a própria estação televisiva.
Bruno Savate admitiu que ficou “um bocado reticente” com a situação envolvendo Cristina Ferreira, precisamente por entender que não tinha ultrapassado qualquer limite. O antigo participante recordou que possui uma comunidade de seguidores bastante ligada aos reality shows e que, quando revela quem está a apoiar, algumas dessas pessoas acabam por juntar-se e votar no concorrente em questão. Na sua opinião, esse movimento representa mais uma forma de promoção do que uma interferência negativa no jogo, uma vez que os votos acabam por continuar a fazer parte da dinâmica do programa e a beneficiar as audiências e a estação.
Outro dos temas abordados foi o papel das chamadas “teams” de apoio aos concorrentes, grupos de fãs que se organizam para incentivar determinados jogadores durante os reality shows. Savate conhece bem essa realidade, uma vez que, quando participou na “Casa dos Segredos 5”, foi criada a “Batfamily” em seu apoio. No entanto, fez questão de esclarecer que a sua antiga team não está associada a pedidos de dinheiro, funcionando sobretudo através de chamadas e mobilização dos apoiantes. O ex-concorrente deixou ainda claro que prefere que cada fã decida livremente se quer ou não votar.
Apesar de reconhecer a importância destas comunidades, Bruno Savate mostrou-se frontalmente contra as teams que angariam dinheiro junto dos seguidores para financiar campanhas de apoio. O antigo concorrente considera que este sistema pode levantar dúvidas sobre a forma como os valores são utilizados e defende que, para gerir uma estrutura deste género, é necessária uma pessoa em quem exista total confiança. Na sua perspetiva, não deve ser alguém que simplesmente aparece a afirmar que apoia determinado concorrente e começa a pedir contribuições aos fãs, existindo o risco de uma parte desse dinheiro não ser aplicada nos objetivos anunciados.
No final, Bruno Savate reforçou a sua posição sobre aquilo que considera ser a forma mais justa de apoiar um concorrente. “Prefiro mil vezes que as pessoas votem por elas próprias”, afirmou, deixando clara a preferência por uma participação individual e consciente dos espectadores. As declarações reacendem, assim, o debate sobre a influência dos antigos concorrentes, das comunidades de fãs e das chamadas “teams” nos reality shows, num fenómeno que continua a gerar opiniões divididas entre quem acompanha de perto este género de programas.






