Grupo de extrema-direita invade evento LGBTI+ em Lisboa e faz saudação nazi
Na noite desta quinta-feira, Lisboa foi palco de um momento de tensão quando membros do grupo de extrema-direita Habeas Corpus, liderado pelo ex-juiz Rui Fonseca e Castro, invadiram um evento sobre direitos LGBTI+ na Ordem dos Advogados. De acordo com informações do jornal Público, os manifestantes exibiram gestos de saudação nazi e proferiram ameaças antes de serem expulsos do local. O incidente gerou forte indignação, tanto entre os presentes quanto nas redes sociais.
O evento, que visava debater questões relacionadas à comunidade LGBTI+, acabou por ser interrompido pela ação do grupo extremista, que tem histórico de confrontos e discursos de ódio. A invasão foi rapidamente controlada, mas os indivíduos prometeram regressar, deixando os participantes preocupados com a escalada de atos hostis contra a comunidade. Este não é o primeiro episódio em que o grupo Habeas Corpus está envolvido em polémicas, tendo anteriormente realizado protestos contra medidas sanitárias e promovido discursos negacionistas.
A reação ao ataque foi imediata, com figuras públicas e ativistas a denunciarem o episódio nas redes sociais. Entre os que não ficaram indiferentes, destaca-se Bruno Almeida, ex-concorrente do Big Brother da TVI e ativista dos direitos LGBTI+, que usou a ironia para comentar o sucedido. “Gays não pensam tanto em homens quanto supostos heteros de extrema-direita. É que passam o dia todo, todos os dias, a pensar com quem é que os outros fazem sexo. Para não ser ordinário, vou só dizer que, no mínimo, é um fetiche esquisito”, escreveu no Twitter, provocando uma onda de apoio e partilhas.
A Ordem dos Advogados ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ataque, mas várias entidades de defesa dos direitos humanos exigem medidas concretas para garantir a segurança de eventos futuros. Políticos e figuras públicas têm apelado à condenação destes atos, reforçando que a liberdade de expressão e os direitos fundamentais não podem ser ameaçados por grupos extremistas.
O caso reacende o debate sobre o crescimento da extrema-direita em Portugal e a necessidade de políticas eficazes contra discursos de ódio e intolerância. A comunidade LGBTI+ e os seus aliados continuam a mobilizar-se, garantindo que a luta por direitos e respeito não será silenciada por ameaças e intimidações.






