Especialistas alertam para os desafios que podem surgir na definição do futuro das duas crianças
Os dois irmãos que ficaram sozinhos em casa, em Braga, durante cinco dias enfrentam agora uma nova fase particularmente delicada. O menino, de três anos, e a irmã, de 15, foram retirados à mãe e encaminhados para uma instituição de acolhimento, enquanto o futuro de ambos está a ser avaliado pelas entidades competentes.
A mãe foi presente a juiz e ficou sujeita a Termo de Identidade e Residência. Entretanto, a situação dos irmãos foi analisada no programa “Casa Feliz”, da SIC, onde especialistas alertaram para a importância de preservar a ligação entre os dois. Mauro Paulino, psicólogo clínico e forense, admitiu que a diferença de idades pode dificultar a procura de uma solução conjunta, mas defendeu que esse fator deve ser devidamente acautelado.
Ana Luísa Conduto, jurista e psicóloga, explicou que a Segurança Social irá avaliar, em articulação com o tribunal, se a mãe ou outro familiar reúne condições para assumir novamente os cuidados dos menores. Segundo a especialista, o objetivo inicial passa por encontrar uma solução que permita evitar a institucionalização prolongada, mas todas as possibilidades terão de ser analisadas tendo em conta o superior interesse das crianças.
Uma das maiores preocupações prende-se precisamente com a eventual separação dos irmãos. A jovem de 15 anos assumiu, durante os dias em que estiveram sozinhos, um papel de proteção em relação ao irmão mais novo, sendo atualmente considerada uma importante figura de segurança para a criança. A diferença de idades poderá tornar mais difícil encontrar uma família de acolhimento ou uma solução de adoção conjunta, pelo que o vínculo entre os dois deverá ser tido em conta na decisão sobre o futuro de ambos.






