Hoje estreia o “Big Brother 2025”, novamente com Cláudio Ramos (graças a todos os senhores), mas o pedido que ele fez é algo que não vai acontecer: tolerância e respeito nas redes sociais.
“Big Brother 2025” e “Adolescence”, duas trends desta semana. Completamente diferentes, mas se formos a ver, com um ponto em comum: as redes sociais, ou melhor, a podridão em que elas tornaram as pessoas. Sim, escrevi bem, a podridão são as pessoas que escrevem lá, não as redes em si, que sozinhas não fazem mal a ninguém.
Na série da Netflix, vemos o que os comentários nas redes sociais podem levar pessoas normais e crianças a fazer. E desde que saiu, todas essas pessoas partilham a série, e que ela as marcou muito, e que é um “soco no estômago” e essas tretas, que na maior parte das vezes nem é o que pensam, mas sim o que pensam que devem mostrar que acharam da série e com isso parecerem boas pessoas.
Mas todos sabemos, as redes sociais trazem ao de cima o pior das pessoas: basta ler os comentários nas noticias, sejam sobre o que forem. Sejam “pró-qualqer-coisa”, sejam “anti-cenas”, sejam “liberais”, sejam conservadores, sejam do lado esquerdo, do lado direito, de cima ou de baixo, se há algo que não existe nas redes é tolerância e respeito. E infelizmente já fora das redes, muitas vezes.
“Todos podem ser o quer quiserem”, apregoa-se aos 7 ventos, mas afinal, só podem ser o que quiserem se isso for o que se quer que sejam. Mas não foi disso que vim aqui falar hoje. Cláudio Ramos pediu para este Big Brother 2025 que “evitem o ódio gratuito na internet, os comentários levianos, esqueçam as agressões absurdas e evitem entrar em grupos que só criam má energia numa coisa que se quer boa.“. Tens toda a razão, Cláudio, mas já vamos tarde demais para isso…
As pessoas estão à espera do Big Brother 2025 exatamente para isso, Cláudio: para terem mais um motivo para se acharem “as maiores”, que quem decidem apoiar é que é o melhor, e que ninguém está aqui para brincar, é um campo de batalha, toca a fazer “mutirões de votos e insultos”, “gastei 2000€ a votar, como é que o outro fulano foi salvo??“, “ele insultou a familia do X, a dele é que devia morrer toda“, “o Y é muito educado, so gosta de levar os colegas à loucura, mas é educado, respeitador e nunca trata mal ninguém“. Parece que cá fora, ao falar sobre um reality show, as pessoas perdem a coerência: Se numa semana um concorrente faz algo, é terrível por isso, mas na semana seguinte o seu ídolo faz o mesmo, e aí já é bestial e de mestre.
Tenho de dar os parabéns ao Cláudio Ramos, por ainda ter esperança que as pessoas mudem neste Big Brother, mas lamento, vai ser bem pior que o anterior, podem anotar….






