Aos 96 anos, Betty Grafstein continua a demonstrar a força e o espírito resiliente que a tornaram uma figura icónica da sociedade portuguesa e norte-americana…
Após enfrentar uma forte gripe nas últimas semanas — que a deixou bastante debilitada e afetou também o seu filho, Roger Basile — a socialite revelou estar finalmente a recuperar e com ânimo renovado.
Internada numa unidade de Cuidados Continuados em Nova Iorque, Betty tem contado com o apoio de alguns amigos próximos que a visitam regularmente. Foi precisamente através de um deles que manteve uma conversa telefónica com o amigo e cronista social Abel Dias, a quem garantiu:
“Estou a melhorar dia após dia”.
Apesar de ainda visivelmente afetada pelos efeitos da gripe, com alguma tosse persistente e pausas frequentes para recuperar o fôlego, a norte-americana não perdeu o seu humor e brilho habitual.
“Continuo a sentir-me uma estrela, nunca soube ser de outra maneira”, disse, entre risos, numa demonstração clara de que a idade e a fragilidade física não lhe roubaram a essência.
Com a sua habitual elegância, Betty deixou ainda uma mensagem de força dirigida a Portugal, país onde construiu parte significativa da sua vida:
“Não me conseguem deitar abaixo.”
Estas palavras ganham ainda mais peso numa altura particularmente delicada para a socialite, marcada por conflitos judiciais entre o seu filho Roger e José Castelo Branco, com quem Betty partilhou uma longa relação. Em causa estão questões relacionadas com o direito à propriedade da casa de Nova Iorque e a doação do Palacete de Sintra a Roger Basile — uma decisão que o socialite português pretende contestar legalmente.
Enquanto os tribunais decidem o futuro das propriedades, Betty enfrenta dias de solidão e convalescença em solo americano, longe das polémicas mas cercada do carinho de quem permanece próximo. O seu testemunho é, no entanto, claro: apesar da idade, da doença e das disputas familiares, Betty Grafstein continua firme no papel de diva — e ninguém a tira de cena.






