Gráfico revela equilíbrio histórico nas audiências, mas maior alcance de público garante liderança à TVI
A TVI voltou a afirmar-se como líder das audiências em março, consolidando a sua posição no competitivo panorama televisivo nacional. Apesar de ter registado apenas 9 vitórias diárias, contra 17 da SIC, a estação de Queluz de Baixo conseguiu assegurar o primeiro lugar graças ao empate na média mensal de 14,3% de share e a um fator decisivo: o maior número total de telespectadores ao longo do mês.
A leitura detalhada do gráfico diário evidencia um duelo intenso e extremamente equilibrado. A SIC surge mais vezes na liderança diária, com picos claros em vários momentos do mês, sobretudo em dias estratégicos de programação forte. No entanto, a TVI apresenta uma consistência notável, mantendo valores muito próximos da concorrente em praticamente todos os dias, o que lhe permite compensar a desvantagem no número de vitórias.
Outro ponto relevante visível no gráfico é o desempenho da RTP1, que conseguiu quatro vitórias ao longo de março, mostrando que continua a ser uma alternativa relevante no consumo televisivo dos portugueses. Já a RTP2 mantém-se estável, mas com quotas mais reduzidas, refletindo o seu posicionamento mais cultural e segmentado.
O gráfico destaca ainda um dado fundamental: o peso dominante da Pay TV, que lidera confortavelmente todos os dias, com valores frequentemente entre os 38% e os 44%. Esta realidade demonstra a crescente fragmentação do consumo televisivo em Portugal, onde os canais generalistas enfrentam uma concorrência cada vez mais forte das plataformas por subscrição e conteúdos digitais.
Em perspetiva, março confirma uma tendência que já se tinha verificado em janeiro: a SIC pode ganhar mais dias, mas a TVI consegue vencer o mês. Em fevereiro, o cenário foi diferente, com a estação de Paço de Arcos a liderar. Esta alternância constante sublinha a intensidade da rivalidade entre os dois canais privados e antecipa novos capítulos numa luta pelas audiências onde cada décima de share pode fazer toda a diferença.
Veja a seguir o gráfico:







