Desolada após o suicídio do filho, vítima de bullying, atriz australiana pede apoio para procedimento de criogenia e pretende criar fundação contra o bullying com o nome do menino
A atriz australiana Clare McCann está a viver o maior pesadelo que um pai ou mãe pode enfrentar: a perda de um filho. O seu filho Atreyu, de apenas 13 anos, morreu tragicamente, alegadamente depois de ter posto termo à vida devido a episódios recorrentes de bullying e agressões na escola. A tragédia abalou profundamente a opinião pública e reacendeu o debate sobre a urgência de combater o bullying nas instituições de ensino.
Clare McCann, numa tentativa de manter viva a esperança e o legado do filho, lançou uma campanha de angariação de fundos com o objetivo de submeter o corpo de Atreyu a um processo de criogenia — uma técnica que visa preservar o corpo a temperaturas extremamente baixas, com a esperança de que, no futuro, a ciência possa permitir a sua reanimação. “Só temos uma hipótese de preservar o corpo dele nos próximos sete dias”, explicou a atriz na página oficial da campanha GoFundMe.
O objetivo da campanha é alcançar os 300 mil dólares australianos (cerca de 170 mil euros), mas até ao momento foram angariados pouco mais de quatro mil euros. Clare apela ao mundo, movida por uma mistura de dor e esperança: “Se perdermos esta janela, perderemos a hipótese de qualquer renascimento futuro que a ciência possa oferecer. Trata-se de esperança e justiça. Recuso-me a deixar que a história do meu filho termine em silêncio.”
A criogenia continua a ser um tema controverso, com muitos especialistas a levantarem questões éticas e científicas. No entanto, para Clare, trata-se de uma decisão de coração, movida pela dor insuportável da perda e pelo desejo de oferecer ao filho uma possibilidade — por mais remota que seja — de um novo começo.
Clare McCann prometeu ainda que, caso ultrapasse o montante necessário para o processo de criogenia, o restante será investido em campanhas de sensibilização contra o bullying e na criação da Fundação Atreyu. O objetivo é transformar a dor em ação, e evitar que outras famílias passem pelo mesmo desgosto. “O meu filho merece justiça. E todas as crianças merecem crescer sem medo”, conclui Clare, numa mensagem que já mobiliza milhares nas redes sociais.






