No Dia dos Direitos Humanos, várias associações de doentes uniram-se para lançar um alerta urgente ao Governo e à Assembleia da República sobre uma realidade que consideram estar a ser ignorada: uma doença que está a causar 92 mortes por dia em Portugal…
A preocupação crescente levou estas organizações a apelarem à adoção imediata de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento que possam travar o que classificam como uma verdadeira “emergência de saúde pública”.
Embora as entidades não tenham especificado publicamente o nome da doença na nota divulgada, sublinham que o número de vítimas diárias já ultrapassa a mortalidade associada a vários tipos de cancro combinados, reforçando a necessidade de o país encarar este problema com a mesma prioridade que dedicaria a qualquer crise sanitária.
Apelo direto ao poder político
As associações de doentes pedem que o tema seja colocado no centro da agenda política nacional, lembrando que a Constituição Portuguesa consagra o direito universal à saúde e que esse direito está a ser comprometido pela falta de ação eficaz.
As entidades exigem:
- Reforço das políticas públicas de prevenção
- Mais campanhas de sensibilização dirigidas à população
- Melhor acesso a cuidados de saúde especializados
- Investimento urgente em investigação e programas de rastreio
Para estas organizações, a ausência de respostas concretas perpetua um ciclo de subdiagnóstico e falta de acompanhamento clínico, que acaba por se refletir em números diários de mortalidade que “o país já não pode ignorar”.
Dia simbólico para um alerta urgente
O alerta foi deliberadamente lançado no Dia dos Direitos Humanos, como forma de sublinhar que o acesso a cuidados de saúde capazes de prevenir mortes evitáveis deve ser encarado como um direito fundamental.
As associações aguardam agora uma resposta por parte do Ministério da Saúde e dos grupos parlamentares, esperando que 2026 traga finalmente mudanças estruturais que possam reduzir uma mortalidade considerada “inaceitável e evitável”.





