No final de setembro, os níveis de armazenamento de água nas albufeiras portuguesas apresentaram-se superiores às médias mensais do período entre 1990/91 e 2023/24, segundo dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)…
Apesar do cenário globalmente positivo, quatro bacias hidrográficas registaram valores inferiores à média histórica: Ave, Mondego, Mira e Ribeiras do Algarve.
Das 60 albufeiras monitorizadas, 10 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total, enquanto cinco registavam valores inferiores a 40%.
As bacias do Guadiana (82%) e do Cávado (75,5%) foram as que apresentaram maior volume de água armazenada, seguidas pelas do Douro (74%), Tejo (72,6%), Arade (72,7%), Oeste (72,4%) e Lima (58,2%).
No extremo oposto, a bacia do Barlavento apresentava o nível mais baixo, com 45,3%, seguida das bacias do Sado (46,8%), Ave (48,3%), Mira (53,4%) e Mondego (57%).
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) referiu ainda que, durante o mês de setembro, a precipitação total foi inferior ao normal, correspondendo a cerca de 60% da média do período de referência de 1991-2020.
Apesar de o país registar níveis de armazenamento globalmente satisfatórios, os especialistas alertam para a distribuição desigual da água entre as regiões e a persistência de défices hídricos em algumas bacias, especialmente no sul do território.





