Adaptação portuguesa da série espanhola, “Aqui Não Há Quem Viva” conquistou o público com histórias hilariantes sobre os excêntricos inquilinos de um prédio em Campo de Ourique…
A série “Aqui Não Há Quem Viva”, transmitida pela SIC, estreou a 19 de maio de 2006 e terminou a 13 de julho de 2008, após duas temporadas. Adaptada por Teresa Guilherme a partir da versão original espanhola da Antena 3, a produção portuguesa tornou-se um sucesso de audiências, explorando a vida caótica e cheia de confusões de um grupo de inquilinos que habitam um prédio no bairro de Campo de Ourique, Lisboa.
A trama gira em torno do dia a dia de várias personagens que convivem sob o mesmo teto, cada uma com a sua própria dose de peculiaridades. O enredo tem início quando o casal Cristina e Rui se muda para o prédio e rapidamente se apercebem de que todos os seus novos vizinhos parecem ter um parafuso a menos. Cristina, ansiosa por casar e ser dona de casa, e Rui, mais relutante, enfrentam os desafios de se integrarem numa comunidade tão excêntrica.
Entre os residentes mais notáveis estão Sofia e Luísa, duas amigas que dividem um apartamento. Sofia é uma mulher deslumbrante, considerada a mais bonita do prédio, enquanto Luísa, amarga por viver à sombra da amiga, lida com o peso de ser a “melhor amiga da mulher mais desejada”. Esta dinâmica cria inúmeras situações hilariantes e dramáticas, refletindo os complexos sentimentos de amizade e rivalidade.
Outro casal destacado é Fernando e Gustavo, que vivem em constante atrito. Fernando, mais controlado, e Gustavo, que tende a amuar e fazer “fitas”, trazem humor com as suas discussões e diferenças de personalidade. Gustavo, além disso, tem um coelhinho que serve como sua mascote, acrescentando mais uma pitada de excentricidade à sua vida.
O administrador do condomínio, João Costa, está há doze anos no comando do prédio, organizando reuniões para os assuntos mais triviais, enquanto a sua esposa, Dulce, lhe dá suporte. No entanto, João tem pouca autoridade sobre os seus filhos, Nuno Miguel e Paula. Paula é uma adolescente viciada no telemóvel, enquanto Nuno é o típico irmão mais novo que contribui para o caos familiar.
Entre os vizinhos mais carismáticos estão as irmãs Conceição e Palmira. Conceição, obcecada com o amor e o romance, vive num mundo cor-de-rosa, como se ainda fosse adolescente, enquanto Palmira, mais prática e dura, é o oposto da irmã, passando o tempo a fumar e a beber bagaços. O contraste entre as duas gera momentos de comédia pura, com Palmira sempre a chamar Conceição à razão.
Também não se pode esquecer de Armando e a sua mãe, Celeste. Armando, um solteirão engatatão, vive com a mãe e desfruta do seu conforto, enquanto Celeste é uma presença crítica e pouco amiga do administrador do condomínio, passando o tempo a pedir a sua demissão.
Por fim, há a dupla mais cómica e memorável da série: Emílio, o porteiro do prédio, e o seu pai, Alberto. Emílio, um verdadeiro “totó”, vive num depósito de lixo e é manipulado pelo pai, que tem uma personalidade forte e dominadora. A relação entre os dois gera algumas das cenas mais hilariantes da série, com Emílio a ser constantemente comandado por Alberto.
“Aqui Não Há Quem Viva” foi uma série que cativou o público português com o seu humor direto, as suas personagens exageradas e as situações caóticas. A representação de uma convivência num prédio cheio de personalidades distintas e conflitantes refletia, de forma cómica, o quotidiano de muitas comunidades urbanas, com todos os seus dramas e absurdos.
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