Falha elétrica sem precedentes deixou milhões sem luz e levou a corrida a combustíveis, velas e geradores
Faz hoje um ano desde o apagão que mergulhou Portugal e Espanha na escuridão, num dos episódios mais marcantes dos últimos tempos. Eram cerca das 11h30 quando a eletricidade falhou em várias zonas, inicialmente reportada nos distritos de Braga e Viana do Castelo, mas rapidamente confirmada como uma falha generalizada em toda a Península Ibérica. Sem qualquer previsão de reposição, milhões de pessoas ficaram sem luz durante horas, num cenário de incerteza e preocupação.
O impacto foi imediato e visível nas ruas. Postos de combustível encheram, supermercados e lojas de conveniência registaram uma procura massiva por velas, lanternas e equipamentos a pilhas, enquanto os geradores se tornaram um dos produtos mais procurados. A normalidade só começou a ser restabelecida ao final do dia, com a eletricidade a regressar de forma gradual, trazendo alívio à população após um dia marcado pelo caos.
A dimensão do acontecimento foi tal que “apagão” acabou por ser eleita a Palavra do Ano 2025, numa iniciativa da Porto Editora, refletindo o impacto coletivo do episódio. O momento ficou gravado na memória dos portugueses como um alerta para a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas e a dependência do quotidiano face à eletricidade.
Um ano depois, o Governo garante que já implementou grande parte das recomendações resultantes da análise ao incidente. Segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, muitas das medidas passam por princípios de boa governação e reforço técnico do sistema. Ainda assim, especialistas do Grupo de Aconselhamento Técnico sublinham a necessidade de continuar a investir em inovação, digitalização e resiliência, preparando o sistema elétrico para um futuro mais complexo e exigente.



