Ator de 55 anos explica por que escolhe passar a quadra natalícia em casa, sem filhos e sem reunir família
António Pedro Cerdeira surpreendeu ao revelar, em entrevista à revista NOVA GENTE, que há cerca de duas décadas vive o Natal de forma completamente diferente da maioria. Enquanto muitos se reúnem em família, entre mesas cheias e risos partilhados, o ator prefere a tranquilidade da sua própria companhia. Aos 55 anos, assume sem reservas que a quadra não o entusiasma e que ficar sozinho durante a Consoada e o dia 25 já se tornou uma tradição pessoal. “Sei que faz impressão a algumas pessoas que eu passe estes dias sozinho, mas eu estou muito bem. Passo sempre o Natal sozinho, há 20 anos”, confidenciou.
Apesar da solidão escolhida, Cerdeira faz questão de manter alguns rituais que tornam o momento especial. Apaixonado por culinária, prepara sempre uma mesa cuidada, com pratos típicos que aprecia: bacalhau, polvo, leitão e diversos doces. “Gosto muito de cozinhar e cozinho muito. Nesses dias faço bacalhau, polvo… e também mando vir algumas coisas de que gosto”, explicou. A lareira acesa, a companhia dos cães, maratonas de séries e um ambiente calmo fazem parte da receita perfeita para o seu Natal ideal. “Estou tranquilo e muito bem”, sublinha.
A decisão de passar estes dias sozinho também está relacionada com a dinâmica familiar. O ator assume ter “uma família mínima” e revela que os filhos, Lourenço, de 24 anos, e Afonso, de 20, passam o Natal com as respetivas mães. Cerdeira reforça que prefere celebrar com os filhos em momentos menos “obrigatórios”, permitindo-lhes viver a festa rodeados das outras famílias. “Eles têm umas mães extraordinárias e muitas pessoas à volta. Eu prefiro estar com eles noutras ocasiões”, afirma, afastando qualquer ideia de tristeza ou amargura.
Com o ano prestes a terminar, António Pedro Cerdeira faz também um balanço pessoal profundo. Destaca 2025 como um ano de consciência e gratidão, reforçado pelas pessoas importantes que tem na sua vida e pelo papel de Octávio, na novela A Herança da SIC, que considera marcante na sua carreira recente. Contudo, aponta como aspetos negativos “o estado do mundo atual” e o “nível de vida das pessoas cada vez mais miserável”, refletindo uma visão crítica sobre a realidade social que o rodeia.
Para 2026, o ator não define metas grandiosas. Prefere apostar na simplicidade: continuar a aproveitar momentos com quem ama e manter o hábito de apreciar pores do sol — algo que diz ser um dos seus maiores prazeres. Questionado sobre o processo judicial por violência doméstica movido pela ex-companheira, Cerdeira prefere manter o silêncio: “Não faço comentários sobre assuntos mortos.” Uma resposta direta que demonstra que, apesar de polémicas e desafios, continua a escolher viver o seu caminho com discrição e serenidade.






