Ator português enfrentou riscos na Mauritânia para gravar documentário e foi intercetado várias vezes pela polícia
Ângelo Rodrigues surpreendeu ao revelar detalhes de uma experiência extrema vivida em África, durante uma entrevista a Júlia Pinheiro, na SIC. O ator contou como se aventurou numa viagem clandestina de 18 horas num comboio de minério de ferro, numa tentativa de documentar a vida no deserto da Mauritânia e explorar as suas próprias raízes familiares.
A travessia, considerada uma das mais perigosas do mundo, foi feita em cima de uma composição com cerca de 250 vagões, atravessando paisagens áridas e inóspitas. Motivado por uma ligação pessoal ao mar e à pesca — elementos profundamente ligados à história da sua família — o ator decidiu mergulhar nesta experiência limite, descrevendo-a como uma verdadeira “loucura” marcada por desafios físicos e emocionais.
No entanto, o maior obstáculo acabou por surgir no contacto com as autoridades locais. Segundo revelou, a equipa foi intercetada várias vezes pela polícia, num ambiente de forte desconfiança em relação a estrangeiros. A tentativa de filmar o quotidiano da população revelou-se particularmente difícil, num país onde o controlo e o conservadorismo tornam qualquer registo audiovisual um processo delicado.
Apesar das adversidades, Ângelo Rodrigues conseguiu concluir o projeto, que promete mostrar imagens inéditas desta jornada intensa. O documentário, com estreia prevista para breve, deverá oferecer uma perspetiva única sobre a vida no deserto africano e reforçar o lado mais aventureiro e comprometido do ator com histórias reais e culturalmente profundas.






