Andrea Soares, de 44 anos, foi a concorrente expulsa da 1.ª Companhia no passado sábado, 7 de fevereiro, mas garante que regressou à vida real sem se deixar abalar pela onda de críticas e comentários negativos que têm surgido após a sua participação no reality show da TVI…
A cantora admite que não esperava ser vista como a “vilã” do programa, mas sublinha que isso não a preocupa. “Não imaginei ser a vilã, mas ao mesmo tempo também não estou preocupada. Sou de verdade, sei a verdade das coisas”, afirmou, defendendo que, apesar dos conflitos naturais, o ambiente dentro da caserna era de união. “Lá dentro somos uma família. Como todas as famílias, temos pontos de vista diferentes, algumas vezes há fricção, mas no final das contas a família dá-se toda bem.”
Andrea assegura ainda que nunca entrou no programa a pensar na reação do público. “Sou uma pessoa que não é convencional, não digo o que querem ouvir, mexo nas feridas das pessoas porque sou crua e sou verdade. Não faço nada pensado, mas também não faço por mal”, explicou, deixando uma reflexão mais dura sobre a sociedade atual: “A humanidade está doente. Dizem que não querem guerras, mas depois alimentam-se da maldade.”
Lidar com o ódio, de resto, não é novidade para a artista. Andrea recorda que já em 2001, quando venceu o Popstars, da SIC — concurso que deu origem às Nonstop — enfrentou situações de agressividade e discriminação. “Fui maltratada na rua, queriam bater-me, chamavam-me drogada, todos os nomes e mais alguns. Isto tudo porque eu já usava o cabelo cor-de-rosa e nem tinha ainda todas as tatuagens que tenho hoje”, lembrou.
Essa experiência precoce acabou por lhe dar ferramentas para lidar com o julgamento alheio. “Não me importo, mas mexia comigo. A maldade gratuita é algo que até hoje não entendo”, confessou, admitindo que teve de aprender muito cedo a criar uma espécie de armadura emocional.
Hoje, Andrea Soares diz que encontrou um maior equilíbrio através de um caminho mais espiritual. A aproximação à doutrina budista ajudou-a a libertar-se do ego e a aceitar-se por completo. “Comecei a desapegar-me e, a partir daí, comecei a aceitar as minhas sombras como sou”, concluiu.
Sem arrependimentos, a ex-recruta garante que saiu da 1.ª Companhia fiel a si própria — e é exatamente isso que pretende continuar a ser fora das câmaras.






