O líder do Chega explica como a perda dos avós e as exigências da vida política têm afetado seus planos
O líder do Chega, André Ventura, fez uma revelação pessoal e comovente durante a sua participação no programa “Goucha” desta quarta-feira, dia 9 de abril. O político de 42 anos falou sobre as suas ambições familiares e a dor que sente devido à perda recente dos seus avós, um evento que afetou profundamente a sua visão sobre a paternidade. Ventura revelou que, embora ainda tenha o desejo de ser pai, o ritmo acelerado e exigente da sua vida política tem sido um grande obstáculo para concretizar esse sonho.
Em conversa com Manuel Luís Goucha, André Ventura explicou que a sua entrega ao Chega tem sido intensa e, por isso, a sua vida pessoal tem ficado em segundo plano. “Não sou pai, gostava de ser. Ainda tenho essa esperança porque tenho 42 anos”, começou por dizer, destacando que, apesar das dificuldades, o desejo de ser pai ainda persiste. No entanto, ele admite que os últimos acontecimentos familiares trouxeram-lhe uma reflexão importante sobre o papel de pai e sobre o que significa estar presente para a família.
A dor pela perda dos seus avós, particularmente a dificuldade de estar presente para os funerais devido aos compromissos políticos, foi um ponto chave na sua reflexão sobre a paternidade. Ventura compartilhou com o público o lamento de não ter conseguido estar ao lado da sua avó paterna, que esteve em um lar durante a pandemia, e de não ter conseguido acompanhar de perto o falecimento de outros dois avós que foram figuras fundamentais na sua vida. “Não consegui estar no funeral de duas pessoas que foram pilares na minha vida”, confessou, visivelmente emocionado.
Esta experiência dolorosa levou André Ventura a questionar-se se, em tempos de tantas responsabilidades políticas, seria capaz de ser o pai presente que gostaria de ser. “Quando isto acontece, perguntamo-nos se vale a pena constituir família se não conseguimos dar à família que nos acompanhou esse tempo”, disse, sublinhando que apenas estaria disposto a ser pai se tivesse condições para ser um pai dedicado e presente. “Espero ser um pai como o meu foi, ser melhor pai do que fui neto”, afirmou com um olhar sincero sobre a sua ambição de melhorar no papel de pai, mas com a consciência das suas limitações atuais.
No final, o líder do Chega reafirmou que a sua decisão sobre a paternidade está intimamente ligada ao seu entendimento de ser um pai responsável. “Só vale a pena ser pai se houver condições para isso”, concluiu, destacando a importância de equilibrar a vida política e familiar, algo que ele reconhece ser um desafio devido à sua agenda lotada.






