Discreta mas presente nos momentos decisivos, a fisioterapeuta tem sido um dos maiores pilares do líder do Chega, sacrificando sonhos pessoais por razões de segurança
Na noite em que André Ventura garantiu a passagem à segunda volta das Eleições Presidenciais, houve uma presença constante ao seu lado que não passou despercebida: Dina Ventura, a mulher com quem é casado desde 2016. Embora mantenha uma postura reservada e afastada dos holofotes, Dina tem sido um dos principais suportes pessoais do líder do Chega, acompanhando-o nos momentos mais decisivos da sua carreira política.
Fisioterapeuta de crianças, Dina Ventura teve, nos primeiros anos do partido, um papel muito mais visível. Quando André Ventura fundou o Chega, em 2019, a companheira marcava presença em praticamente todos os eventos importantes e surgia com frequência nas redes sociais do político, tanto em contextos profissionais como em momentos mais íntimos, como férias ou entrevistas de cariz pessoal. A família e os valores tradicionais sempre foram uma das bandeiras do partido, algo que justificava a presença constante da mulher ao lado do líder.
No entanto, à medida que o Chega cresceu e o discurso político se tornou mais radical, também aumentaram as ameaças e preocupações com a segurança, que acabaram por afetar diretamente a vida familiar de André Ventura. Segundo fontes próximas, a exposição pública levou o político a tomar medidas mais rigorosas para proteger a mulher, fazendo com que Dina passasse a surgir apenas em momentos-chave, como noites eleitorais. “As pessoas reconhecem-na e respeitam-na, mas fora disso existe outro tipo de mal-estar”, revelou, em 2020, Sandra Matias, amiga próxima de Dina, à revista Sábado.
Esta mudança teve impacto profundo na vida pessoal do casal. André e Dina não têm filhos e a decisão de adiar a parentalidade está diretamente ligada às condições de segurança em que vivem atualmente. O próprio André Ventura já admitiu publicamente que esta é uma escolha difícil, mas necessária, tendo em conta a exposição mediática e o acompanhamento permanente por seguranças, uma realidade que condiciona a liberdade do casal.
Veja a seguir:






