Atrizes viveram paixões intensas pelo cineasta português, deixando marcas profundas nas suas relações pessoais e profissionais.
A morte de João Canijo, cineasta icónico português, trouxe à tona histórias do passado que até agora eram pouco comentadas. Entre elas, a relação amorosa que uniu e, ao mesmo tempo, separou três das mais respeitadas atrizes nacionais: Rita Blanco, Margarida Marinho e Alexandra Lencastre. Todas tiveram um laço especial com o realizador, mas a convivência entre elas ficou marcada por ciúmes, zangas e afastamentos prolongados. A situação mais delicada ocorreu entre Alexandra Lencastre e Margarida Marinho, cuja amizade histórica acabou por se desfazer por causa do mesmo homem.
Alexandra e Margarida chegaram a ser confidentes e trabalharam juntas em projetos como a peça “Quem Pode Pode”, encenada por João Canijo. Contudo, a aproximação das duas atrizes ao realizador provocou tensões irreversíveis. Margarida Marinho acabou por casar com Canijo, enquanto Alexandra, anos mais tarde, voltou a tentar reconquistar o cineasta, mas acabou por “perdê-lo” novamente. O impacto deste triângulo amoroso refletiu-se na carreira: por anos, Alexandra e Margarida recusaram projetos em comum, evitando qualquer proximidade profissional.
Rita Blanco entrou na vida de João Canijo posteriormente, consolidando outra relação intensa, mas igualmente marcada por altos e baixos. Apesar de terem sido como irmãs e cúmplices durante muitos anos, a amizade entre Rita e Alexandra também acabou por se deteriorar. Alexandra revelou mais tarde: “Éramos muito cúmplices… sempre a amei muito, mas teve a necessidade de se afastar. Nunca me explicou a razão”. Este afastamento deixa no ar questões sobre os efeitos do amor e da paixão na vida pessoal de artistas que se cruzam em contextos profissionais e emocionais tão próximos.
Entre amores vividos e amizades quebradas, João Canijo não só deixou uma marca no cinema português, mas também um legado de histórias humanas intensas e complexas. Para as atrizes envolvidas, os sentimentos de saudade e perda permanecem, refletindo como as paixões podem mudar para sempre relações que pareciam indestrutíveis.






