A decisão, que envolve motivos de segurança e amor pela mulher, Dina Ventura, revela uma faceta mais íntima e inesperada do político
Nos últimos meses, o nome de André Ventura tem estado em destaque, especialmente após o resultado histórico alcançado nas Legislativas, que garantiu ao Chega uma bancada com 48 deputados. O sucesso político trouxe, inevitavelmente, uma curiosidade acrescida sobre a vida pessoal do líder partidário. Muitos questionam-se: porque é que André Ventura, defensor assumido dos valores católicos e da família, ainda não tem filhos? A resposta chegou recentemente, com o próprio a revelar as razões por trás de uma das decisões mais marcantes da sua vida pessoal.
Casado desde 2016 com Dina Ventura, fisioterapeuta especializada em crianças, o político sempre se mostrou um homem de fé e com forte ligação aos valores familiares. Nos primeiros anos do Chega, Dina era presença assídua ao lado do marido, tanto em eventos públicos como nas redes sociais, onde o casal partilhava momentos de ternura e cumplicidade. No entanto, à medida que o partido crescia e se tornava uma força política cada vez mais relevante, a exposição pública começou a trazer riscos e ameaças. Amigos próximos afirmam que Dina passou a viver com receios constantes, o que levou o casal a repensar profundamente o rumo da sua vida privada.
As ameaças dirigidas à família acabaram por ter um impacto direto nas decisões pessoais de André Ventura. O político passou a ser acompanhado por seguranças em quase todas as suas deslocações e viu-se forçado a proteger aqueles que mais ama. “Vivo sempre com segurança, tenho sempre limitações nas deslocações que faço. Foi uma vida que escolhi, mas isso leva-me a pensar se tenho condições para dar aos meus filhos a segurança que merecem”, confessou Ventura em entrevista no programa Casa Feliz, da SIC. Esta realidade fez com que o líder do Chega tomasse uma posição drástica: adiar indefinidamente o sonho de ser pai, apesar de admitir que gostaria de experienciar a paternidade.
Para André Ventura, a segurança da família fala mais alto do que o desejo de ter filhos. O político revelou que o contexto de ameaça constante e a exposição mediática tornaram difícil a ideia de criar uma criança num ambiente de tranquilidade. “Gostava de ser pai, acho que seria uma experiência enriquecedora. Provavelmente um filho tornaria o meu coração mais mole”, disse, com um tom de nostalgia. Apesar de o casal manter uma relação sólida e discreta, Dina Ventura tem preferido afastar-se completamente da esfera pública, surgindo apenas em raras ocasiões, como aconteceu na noite eleitoral em que o Chega celebrou o seu melhor resultado de sempre.
Atualmente, André e Dina Ventura vivem um amor resguardado e protegido, longe dos holofotes e das redes sociais. A decisão de não ter filhos é, segundo o próprio, um sacrifício feito em nome da segurança e da estabilidade familiar. Ainda assim, o político não fecha totalmente a porta a esse sonho, acreditando que “um dia, talvez, a vida traga as condições certas”. Até lá, o líder do Chega mantém-se focado na sua carreira política e na missão que diz ter assumido para com o país — mesmo que isso signifique colocar a sua felicidade pessoal em segundo plano.






