Luís Afonso Gaspar Campino pertencia aos Forcados Amadores do Cartaxo e tinha uma forte ligação familiar ao mundo tauromáquico
O meio tauromáquico português ficou marcado por uma perda prematura que deixou familiares, amigos e companheiros de arena profundamente abalados. Luís Afonso Gaspar Campino, de apenas 24 anos, morreu esta sexta-feira, 28 de agosto, após enfrentar recentemente uma doença oncológica. A notícia provocou uma onda de consternação, sobretudo entre os elementos do Grupo de Forcados Amadores do Cartaxo, onde o jovem construiu relações que iam muito além da sua atividade enquanto forcado.
Para o grupo, Luís Campino era uma presença com um significado especial. Mais do que um forcado, era visto como amigo e membro da própria família, numa ligação que tornou a despedida ainda mais dolorosa. “Dentro do nosso Grupo além de Forcado e Amigo, era Filho, Irmão e Primo”, escreveram os Forcados Amadores do Cartaxo numa mensagem publicada nas redes sociais. A homenagem recorda, desta forma, a importância que o jovem tinha dentro e fora da arena.
A paixão pela tauromaquia acompanhou Luís desde muito cedo e estava profundamente ligada às suas raízes familiares. O jovem fazia parte da equipa familiar de embolação, uma atividade que herdou do avô e que lhe permitiu crescer rodeado por tradições relacionadas com as praças de touros. Filho do conhecido embolador Luís Campino, neto de uma figura ligada à mesma profissão e primo de Bernardo Campino, atual cabo dos Forcados Amadores do Cartaxo, tinha no universo tauromáquico uma verdadeira herança familiar.
Aos 24 anos, Luís já tinha criado uma história marcada pela amizade, pela dedicação aos forcados e pela ligação às tradições que atravessaram várias gerações da família. A presença nas praças de touros fazia parte do seu quotidiano e permitiu-lhe partilhar experiências com familiares e amigos que agora recordam sobretudo a sua personalidade e os momentos vividos em conjunto. A sua partida deixa um vazio particularmente sentido entre aqueles que acompanharam de perto o seu percurso.
Nas redes sociais, sucedem-se as mensagens de pesar e as homenagens ao jovem forcado, numa demonstração do impacto que a sua morte teve no meio tauromáquico. O Grupo de Forcados Amadores do Cartaxo fez questão de eternizar a memória de Luís, sublinhando que a sua passagem deixou marcas profundas. “Partiu muito cedo, mas deixou-nos muito. A sua memória será eterna”, pode ler-se na despedida. Luís Campino parte aos 24 anos, mas deixa para trás uma memória ligada à família, à amizade e à tauromaquia que continuará viva entre aqueles que o conheceram.






