Quando o reality show não é só dos concorrentes…
Não é novidade que, quando alguém entra num reality show, não vai sozinho: família e amigos acabam por ganhar protagonismo, atraindo as luzes da ribalta. Há quem aproveite a oportunidade e quem procure fugir da exposição, mas todos acabam de algum modo envolvidos no drama televisivo.
Na edição de 2025 da Casa dos Segredos, o caso de Zé Pedro tornou-se emblemático. O gestor desportivo acreditava que seria concorrente e chegou mesmo a pedir a namorada, Liliana Oliveira, em casamento na gala de estreia. Mas rapidamente percebeu que não teria direito a entrar na casa. Inicialmente ficou a apoiar a noiva, mas em poucos dias o romance terminou, com Liliana a iniciar uma relação com Fábio Pereira, que se mantém até hoje.
Apesar do sofrimento, Zé Pedro beneficiou da exposição mediática sem sequer participar no programa. Tornou-se popular nas redes sociais, conquistou parcerias e ganhou projeção profissional, embora tenha recorrido a apoio psicológico para lidar com o impacto emocional.
Nesta edição atual, a situação repete-se, mas com histórias de amor em foco. A namorada de João, Adriana, e a amiga especial de Hugo, Beatriz, são protagonistas de um sofrimento silencioso. No caso de Hugo, a mãe do concorrente destacou que a futura nora apoiava o filho, mantendo-se anónima, mas a curiosidade do público e comentários menos simpáticos aumentam a pressão.
Beatriz vive uma situação semelhante. Apoia Hugo desde o início, mantendo-se discreta, mas a atenção mediática não a poupa, sobretudo quando o concorrente se envolve com Sara dentro da casa. A revelação do seu nome por Cristina Ferreira no programa “Dois às 10” provocou enorme repercussão nas redes sociais. O sofrimento destas mulheres, anónimas e involuntárias, ilustra como os reality shows podem expor terceiros, tornando-os parte da narrativa sem que tivessem pedido ou desejado tal protagonismo.






