Rui Freitas, um dos recrutas da 1.ª Companhia, da TVI, viveu há dois anos um dos momentos mais assustadores da sua vida…
O músico, hoje com 31 anos, sofreu um grave acidente de mota durante um treino, tendo sido projetado vários metros e necessitado de resgate aéreo pelo INEM, deixando família e amigos em sobressalto.
À TV 7 Dias, o irmão do artista e um colega da banda 4 Mens recordam o episódio dramático. “Ele sempre foi muito desportista e já fez provas de motocross. Num treino livre teve uma queda bastante feia”, revelou Artur Peixoto, membro da banda. Já Vítor Freitas, irmão de Rui, explicou que o socorro foi feito de helicóptero devido ao terreno acidentado e ao receio de lesões graves na coluna. “Havia suspeitas de problemas vertebrais, mas acabou por não se confirmar. Ainda assim, foi muito assustador.”
O músico sofreu lesões junto à coluna e uma mancha no pulmão, consequência direta do impacto, o que tornou a recuperação lenta e exigente. “Não correu risco de vida, mas foi um período difícil”, admitiu o irmão. Felizmente, Rui recuperou totalmente e regressou à sua rotina artística.
Uma vida dedicada à música desde cedo
A música faz parte da vida de Rui Freitas desde criança. Com apenas 11 anos, juntou-se a três amigos para formar os 4 Mens, banda que nasceu em 2006 no seio de um grupo de concertinas popular. “Começámos a tocar em pequenos cafés para juntar dinheiro e gravar os primeiros trabalhos”, recorda Artur Peixoto.
O primeiro álbum foi lançado em 2008 e, desde então, o crescimento tem sido constante. Atualmente, o grupo realiza em média 70 espetáculos por ano, tem dois prémios nos International Portuguese Music Awards e prepara-se para celebrar 20 anos de carreira com um espetáculo no Coliseu do Porto, a 2 de maio.
Milhares faturados com contratos públicos
Apesar de não ser possível apurar o lucro líquido da banda, dados disponíveis no Portal dos Contratos Públicos revelam que os 4 Mens faturaram 44.980 euros entre junho de 2022 e dezembro de 2025, através de seis contratos com entidades públicas. Este valor não contempla despesas associadas à produção dos espetáculos.
Sabe-se ainda que, em 2023, o grupo recebeu uma subvenção de 24.680 euros para compensar perdas causadas pela pandemia de Covid-19. Ainda assim, segundo os próprios, nunca chegaram a parar completamente: “Fizemos espetáculos móveis em camiões que percorriam as terras. Não foi o normal, mas continuámos a trabalhar”, garantiu Artur.
Hoje, totalmente recuperado e a viver um bom momento profissional, Rui Freitas divide-se entre a música e a experiência televisiva na 1.ª Companhia, mostrando que, depois de um grande susto, conseguiu transformar dificuldades em força para seguir em frente.






