Reality show da TVI perde força ao sábado, vê “Tudo em Família” liderar e agrava crise do formato
A reta final da “1ª Companhia” está longe de trazer o fôlego que a TVI esperava e a mais recente gala de expulsão voltou a evidenciar a fragilidade do reality show nas audiências. Exibido excecionalmente ao sábado devido às Eleições Presidenciais, o programa passou praticamente despercebido e acabou “atropelado” pela concorrência direta da SIC, que aproveitou o momento para reforçar a liderança no horário nobre.
Considerado por muitos como um dos maiores falhanços da TVI em reality shows nos últimos anos, o formato tem vindo a perder público de forma consistente. Mesmo com apenas duas semanas até ao fim, a produção não conseguiu inverter a tendência negativa. A gala só gerou algum burburinho quando Andrea Soares foi expulsa, mas nem esse momento foi suficiente para sustentar os números ao longo da emissão.
Em termos de audiências, a primeira parte da gala ficou em segundo lugar no horário, registando um pico de 7,7% de rating e 14,9% de share, com cerca de 753 mil telespectadores. Do outro lado, a SIC saiu claramente beneficiada. O programa “Tudo em Família”, apresentado por César Mourão, arrancou às 21h22 e bateu recorde, alcançando 8,7% de rating, 16,6% de share e 857 500 telespectadores, um resultado que consolidou a liderança do canal de Paço de Arcos.
A vantagem manteve-se na segunda parte do programa da SIC, que voltou a marcar máximos com 7,1% de rating e 14,7% de share, correspondendo a 694 400 espectadores. Estes números deixaram a “1ª Companhia” ainda mais fragilizada e reforçaram a ideia de que a aposta da TVI não conseguiu criar o impacto esperado, sobretudo quando comparada com formatos de entretenimento mais leves e familiares.
No fecho das contas do dia, o cenário foi ainda mais preocupante para Queluz de Baixo: a RTP liderou, a SIC ficou em segundo lugar e a TVI caiu para a terceira posição. Com o desfecho do reality show à vista, cresce a discussão sobre as escolhas estratégicas do canal e o futuro dos seus formatos de entretenimento, numa fase em que o público parece cada vez menos recetivo a experiências que não tragam novidade nem ritmo ao horário nobre.





