Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, oficializou a escolha do líder do PSD após ouvir todos os partidos. Posse do novo Governo aguarda publicação dos resultados finais e instalação da nova legislatura
Luís Montenegro foi oficialmente indigitado primeiro-ministro de Portugal esta quinta-feira, 28 de maio, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A decisão surge na sequência das eleições legislativas antecipadas de 18 de maio, nas quais a Aliança Democrática (AD), coligação PSD/CDS-PP, saiu vencedora sem alcançar maioria absoluta. A formação do XXV Governo Constitucional será formalizada após a publicação dos resultados definitivos e a reunião constitutiva da nova Assembleia da República.
A nomeação foi anunciada após uma audiência a sós entre o Presidente e Luís Montenegro, no Palácio de Belém, e foi precedida por reuniões com delegações do PSD, PS e Chega, repetindo audiências após o apuramento dos círculos da emigração, que elegeram quatro deputados. A indigitação de Montenegro, líder do PSD, acontece 11 dias após o ato eleitoral, sublinhando a necessidade de assegurar condições de governabilidade num parlamento fragmentado.
De acordo com a nota publicada no site da Presidência da República, “foram ouvidos os partidos políticos representados no parlamento” e garantida a viabilização parlamentar do novo Executivo. Esta última condição terá sido determinante para a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, tendo em conta a ausência de maioria absoluta da coligação vencedora, que elegeu 91 deputados (89 do PSD e 2 do CDS-PP) num total de 230.
A AD obteve cerca de 31,79% dos votos, somando os resultados no continente, Madeira e Açores, o que confirma a liderança da coligação de centro-direita no novo quadro parlamentar. Luís Montenegro irá agora formar o seu segundo governo, após ter assumido o cargo de primeiro-ministro pela primeira vez em abril de 2024, sucedendo ao executivo socialista liderado por António Costa.
O novo governo será empossado num contexto político exigente, marcado por uma nova configuração da Assembleia da República, onde partidos como Chega, Iniciativa Liberal, Livre, PAN e BE também terão voz ativa. A necessidade de diálogo e de soluções parlamentares viáveis será central nos próximos meses, num cenário que promete desafiar a estabilidade governativa.






