Fogo ativo desde sábado à noite coloca aldeias em risco; autoridades antecipam dia difícil no combate às chamas
O incêndio que lavra em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, desde o final da noite de sábado, continua a preocupar as autoridades. Durante a madrugada desta segunda-feira, o número de bombeiros foi reforçado, elevando para mais de 200 os operacionais no terreno, apoiados por 70 viaturas. O combate às chamas continua a ser dificultado pelo vento forte e pelo terreno acidentado, o que está a colocar várias localidades em risco.
De acordo com Marco Domingues, comandante sub-regional do Alto Minho, as próximas horas serão decisivas, já que o fogo se aproxima de duas aldeias cuja proteção está a ser tratada como prioridade. A Proteção Civil admite que esta segunda-feira será marcada por dificuldades acrescidas no combate ao incêndio, especialmente devido às condições meteorológicas adversas.
Durante o domingo, seis meios aéreos estiveram empenhados no combate às chamas, mas ainda não é certo quantos aviões ou helicópteros poderão estar operacionais hoje, depois de um apelo lançado pelo autarca local para reforço de meios. A situação no terreno continua instável e as decisões estão a ser tomadas hora a hora.
Entre os incidentes mais graves registados nas últimas horas, destaca-se o ferimento de um bombeiro e o cercamento de uma equipa de sapadores florestais, que conseguiu sair em segurança. Por precaução, várias pessoas foram retiradas de casa, num processo de evacuação coordenado pelas forças de segurança e bombeiros.
O incêndio continua ativo, com frentes de difícil acesso e uma intensidade elevada. As autoridades pedem à população que se mantenha vigilante, siga todas as instruções de evacuação e segurança e não dificulte o trabalho dos operacionais no terreno. O perigo de reacendimentos mantém-se elevado e o foco está em salvaguardar vidas e proteger habitações.






