O histórico fundador da Impresa e ex-primeiro-ministro deixa um vasto legado familiar e patrimonial. A sua herança inclui aplicações financeiras, imóveis de luxo e participações empresariais — num momento em que o grupo Impresa está em vias de ser vendido à MediaForEurope
A morte de Francisco Pinto Balsemão , aos 85 anos, marca o fim de uma era para a comunicação social e a política portuguesa. O patriarca da Impresa, grupo proprietário da SIC e do Expresso, deixa uma fortuna estimada em mais de 40 milhões de euros, que será agora repartida por seis herdeiros diretos. Entre eles estão a sua mulher, Maria Mercedes Aliu Presas (Tita), e os cinco filhos — Mónica e Henrique, do primeiro casamento com Maria Isabel de Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo, e Joana, Francisco Pedro e Francisco (filho fora do matrimónio).
De acordo com informações apuradas, o vasto património de Balsemão inclui aplicações financeiras, contas bancárias e vários imóveis de luxo, com destaque para a mansão na Quinta da Marinha, em Cascais. Além disso, a sua participação histórica no grupo Impresa — atualmente em negociações avançadas com o conglomerado italiano MediaForEurope, detido pela família Berlusconi — representa um ativo de elevado valor económico e simbólico.
O legado familiar é também expressivo: cinco filhos, 14 netos e um bisneto, nascido há pouco mais de uma semana. Conhecido pelo seu perfil discreto, mas determinado, Balsemão foi uma das figuras mais marcantes da história recente de Portugal, com uma carreira que atravessou o jornalismo, a política e o mundo empresarial.
A notícia da sua morte gerou uma onda de reações de pesar e reconhecimento. A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite declarou que o falecimento de Balsemão representa “a morte do pai” para os sociais-democratas, sublinhando o seu “amor à liberdade” e “defesa intransigente da comunicação social independente”. Já o atual primeiro-ministro Luís Montenegro destacou que o PSD “terá sempre em Balsemão o seu militante número um e um dos pais fundadores do partido”.
Também Rui Rio, ex-presidente do PSD, recordou o seu papel como primeiro-ministro e homem de visão: “Podíamos ter aproveitado ainda mais a sua excecional qualidade na vida pública”. Com a sua morte, Portugal despede-se de um líder visionário, um defensor da liberdade de imprensa e um dos nomes mais influentes da democracia portuguesa contemporânea.






