Coligação PSD/CDS lidera intenções de voto, Chega conquista segundo lugar e PS regista queda histórica, segundo sondagem da Intercampus para a CMTV/NOW
A Aliança Democrática (AD), coligação entre PSD e CDS-PP, surge como vencedora das eleições legislativas de 18 de maio de 2025, segundo a sondagem à boca das urnas realizada pela Intercampus para a CMTV/NOW. A coligação liderada por Luís Montenegro deverá conquistar entre 30,9% e 36,9% dos votos, afirmando-se como a principal força política em Portugal. A vitória da AD reforça a sua posição no cenário político e poderá abrir caminho para uma maioria parlamentar, dependendo da distribuição de mandatos pelos círculos eleitorais.
O grande destaque da noite vai para o Chega, que, segundo esta sondagem, alcança uma surpreendente segunda posição, com uma previsão entre 20,6% e 26,6% dos votos. Esta subida significativa representa um crescimento exponencial face a atos eleitorais anteriores, consolidando a força liderada por André Ventura como um ator incontornável no parlamento e possivelmente como peça-chave na formação de uma futura solução governativa à direita.
Já o Partido Socialista (PS), liderado por Pedro Nuno Santos, enfrenta uma das maiores derrotas da sua história democrática recente. Com uma percentagem projetada entre 19,4% e 25,4%, o PS cai para o terceiro lugar. Este resultado reflete uma quebra na confiança do eleitorado socialista e levanta questões sobre a continuidade da atual liderança e o reposicionamento do partido no novo xadrez político nacional.
Entre os restantes partidos, a Iniciativa Liberal (IL) deverá obter entre 3,3% e 7,3%, enquanto o Livre aparece em quinto lugar com projeções entre 1,9% e 5,9%. A CDU (PCP/PEV) regista um desempenho modesto, entre 1,4% e 4,4%, e o Bloco de Esquerda (BE) continua a perder força com resultados entre 0,5% e 3,5%. Já o PAN fica entre 0,3% e 2,3%, mantendo-se na luta pela representação parlamentar.
A abstenção é outro dado relevante desta sondagem, projetando-se entre 40,7% e 45,7%, ligeiramente acima dos 40,16% registados nas eleições anteriores. Esta variação poderá indicar algum descontentamento ou apatia do eleitorado, apesar da forte mobilização pré-eleitoral. A sondagem baseia-se em 23.365 entrevistas presenciais, recolhidas em 25 freguesias de Portugal Continental, com um erro de amostragem de ±0,6% e um intervalo de confiança de 95%.






