O jornalista e diretor da CNN Portugal, Nuno Santos, usou esta sexta-feira o seu Instagram para expressar um profundo pesar pela morte de Adelino Gonçalves, histórico radialista português
falecido aos 66 anos. A homenagem emociona não só pelo tom pessoal, mas também pelo reconhecimento de um legado que moldou a rádio em Portugal.
“Há uma geração de profissionais de rádio que deve imenso ao Adelino Gonçalves. Deve-lhe o novo, a descoberta, a inquietação, o rigor tão extremado que, por vezes, se confundia com um certo desdém por quem chegava”, escreveu Nuno Santos, recordando os tempos da Rádio Comercial dos anos 80, que muitos ainda hoje consideram uma era dourada da rádio portuguesa.
Ao longo da mensagem, Nuno evocou memórias da época, desde programas como “Discoteca”, “Som da Frente” e “Rock em Stock”, até momentos partilhados nos estúdios da Sampaio e Pina. Referiu-se também ao espírito exigente de Adelino, que moldava os jovens profissionais com disciplina e exigência.
Com pesar, Nuno reconheceu que os últimos anos do radialista podem não ter sido os mais felizes, escrevendo:
“Não sei ao certo, mas creio que os últimos anos não terão sido bons e justos para o Adelino. E nisso alguns de nós terão a sua responsabilidade, porque ele foi um dos grandes.”
A homenagem termina com um tributo carregado de emoção e respeito:
“A Rádio em Portugal não teve muitas pessoas como ele. Perdeu um talento e eu perdi um amigo que muito admirei e perante cuja memória me curvo hoje.”
📻 Adelino Gonçalves deixa uma marca indelével na cultura radiofónica portuguesa. A sua morte representa uma perda sentida não só por colegas e amigos, mas por todos os que cresceram com o som da rádio livre, criativa e exigente dos anos 80 e 90.






